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Uma noite no morro? Só pagando pra ver…

Imagem de Capa: Carol Maia

Imagens: Reprodução

Quem me conhece sabe que qualquer lugar me diverte. Mas de uns tempos pra cá, a coisa ficou séria: criei gosto pelo funk, e não tiro o pé do morro. Calma, não que o gênero musical só reine nas comunidades, ao contrário, em todas as festinhas de playboy da Zona Sul ele é quase absoluto (aliás, o movimento é oposto, há muito a elite invadiu o morro!). Mas é que quando o batidão toca nas quadras há uma distinção tão nítida, que parece chover no molhado querer descrevê-la.

Mas é ali, no seu habitat natural, que o funk se enche de sentido. Seus versos viram oração aos ouvidos e é difícil não se dar conta do poder vindo daquela atmosfera enérgica. Fora isso, o bom mesmo é quando ele se mistura com outros ritmos e a gente passa a não saber mais o que é funk, pop, hip-hop e por aí vai. Mas não adianta me esticar no texto, só pagando pra ver.

No último feriado, recebi um grupo de paulistas. E o que era inicialmente uma trio de garotas, se transformou num time completo: éramos 11. A maioria não topou de cara a típica noite de festa carioca: havia o receio de encarar o morro. Mas conversa pra cá (sim, o morro está pacificado!), conversa pra lá (correto, o Dona Marta é um dos points da cidade!), convenci a mulherada a “descer do salto” e às 22h30 estavam todas a postos, na bilheteria da quadra.

A noite foi massa e nos últimos momentos da balada, a única coisa que eu ouvia era que ninguém queria sair dali. Ninguém queria descer de onde?  “Rsrsrs! Do Morro!”. Parece que acertei na pedida.

Eu gostaria muito de publicar algumas fotos dessa night que passei em bando, afinal uma imagem vale mais que mil palavras. Mas sem o “autorizo” das minhas ilustres convidadas, vou deixá-los na curiosidade de saber o que se passa em um noite de muito funk e pop num morro carioca.

Mas é como eu disse: só pagando pra ver! Somente.

Para recordar  – Inspirada na peça Funk Brasil – 40 anos de Baile, montei uma seleção dos raps e funks que marcaram o gênero musical no país.

Latino, Claudinho e Bucheha, Tati Quebra-Barraca, Mc Marcinho e Mc Leozinho são alguns dos nomes que protagonizam o nosso repertório.

Confiram!

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=M5ODoAAqq3E[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=QET3qyLBRSk[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=sqLRrONhUHY[/youtube]

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=TwkKp-BBChg[/youtube]

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[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=Ie4fOgQiiMc[/youtube]

3 Comments

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  1. Virgínia, imagino que a noite de vocês tenha sido fantástica! Carol é ótima companhia e ir pra um show de funk no morro carioca tem todo um charme… Aproveitem muito!

  2. Carol você disse que eram um time de 11, mas agora pode dizer que são 12, pois quero ser a reserva desse, mas que entra em campo!!! Quando for por aí espero que você me leve no Morro, quero subir e de preferência o mais alto.

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