in

Sacudindo o Pó da Estrada

Imagens: Gustavo Kelly e Adriana Bandeira

O lançamento do livro Sacudindo o Pó da Estrada, que aconteceu ontem (02.04), na Livraria da Travessa do Shopping Leblon (RJ), foi um presente não só para Antonio Ernesto Martins, o autor-aniversariante, mas para quem pôde acompanhar de perto – sim, eu me sinto muito privilegiada! – o nascimento dessa grande obra sobre a dependência química, analisada sob o ponto de vista do próprio viciado.

Com Ernesto, o escritor de Sacundindo o Pó da Estrada.

O escritor nos oferece, em 493 páginas, um passeio pela sua própria história de vida – a trama é baseada em fatos reais.
Toninho é filho de imigrantes portugueses, um garoto de raízes humildes, nascido e criado no Rio de Janeiro. Nos auge dos anos 70 e 80, em pleno processo de democratização e agitação cultural no Brasil (a luta pelas eleições diretas, a epidemia da AIDS, o primeiro Rock in Rio e a avassalaradora massificação da cocaína são alguns dos acontecimentos que marcaram a época), ele se torna uma vítima em potencial para as drogas, montando ingenuamente um campo minado para si próprio.

O problema que se apresenta como um caminho sem volta para milhares, acaba sendo a ponte para um profundo auto-conhecimento, além de ser o objeto da inconformação de Toninho pelo seu estilo de vida, travando uma incansável negociação consigo mesmo.

Segundo o ficcionista, que passou mais de 20 anos inundado no consumo sufocante das drogas – mas já está há 18 anos “limpo” -,  as primeiras experiências não parecem ser tão traumáticas quanto o discurso politicamente correto prega, por isso a dependência vai se configurando aos poucos: “A sociedade demoniza a droga, então quando um jovem experimenta algum entorpecente e não tem uma onda tão pesada, parece que o discurso ‘moralista’ é defasado e hipócrita”, pontua Ernesto. Mas é preciso ter cuidado com essas rotulações. “Não dá para transferir algumas avaliações para drogas mais pesadas. As sensações psíquicas são diferentes e normalmente chegam para preencher espaços que ainda estão vazios por um motivo qualquer. Em geral, as drogas se materializam no lugar de sonhos que ainda não foram alcançados”, finaliza o escritor.

Antonio Ernesto Martins autografa um exemplar.

Este post é só a prévia, após a leitura do livro, volto com as minhas impressões.

A boa notícia é que Ernesto não vai parar no livro. O conflito do dependente abordado no livro também vai ganhar as telonas. Em breve, o curta-metragem O Brilho vai estrear nas salas cariocas, e promete fazer bonito em vários festivais.

A equipe dO Brilho prestigia o seu roteirista no lançamento.

O Observatório Feminino também não vai perder essa cobertura.

O livro está disponível na  LIVRARIA DA TRAVESSA, já o e-book pode ser encontrado na AMAZON.

2 Comments

Leave a Reply
  1. A trajetória de um dependente químico que chega à superação dos desafios, chegando à maturidade existencial, deve ser conhecida por todos, pois com certeza será como uma luz no fim do túnel para muitos jovens que hoje se encontram escravizados pelas drogas. Parabéns Antônio Ernesto, pela coragem em ser um livro aberto para muita gente!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Bolsa é LUXO

O cabide certo para cada roupa