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Os diversos olhares da Educação

Imagem: Reprodução

Paulo Henrique Montenegro,

Estudante de Administração de Empresas UFPE (9o Período)

“Sou a favor de qualquer tipo de investimento na área da educação, mas como ainda temos muito o que evoluir nesse pilar, acredito que um planejamento adequado deve ser criado e respeitado para que melhores resultados sejam alcançados. O uso da tecnologia pode e deve melhorar o rendimento dos alunos, incentivar o hábito da leitura, otimizar a comunicação e viabilizar um eficiente sistema de armazenamento de dados.

Uma boa ideia seria associar a distribuição dessas plataformas a um sistema de meritocracia, gerando motivação entre todos os envolvidos no processo de ensino. Dessa forma, teríamos notas maiores, alunos mais preparados e, consequentemente, profissionais mais capacitados. Reforço que os avanços da tecnologia devem, sim, ser valorizados e incorporados nas instituições de ensino, mas tudo baseado em um processo bem projetado. Não basta importar e implantar o conceito da educação Sul-Coreana no Brasil. É preciso adaptá-la ao nosso contexto sociocultural.”

Katiane Aragão,

Psicopedagoga

“Atualmente está cada vez mais difícil  para o educador assumir o papel de mediador do conhecimento, uma vez que a família deixa cada vez mais a missão de educar para a escola. Mas será que a educação é obrigação exclusiva da escola ou a escola é uma extensão do que deveria ser iniciado na família?

Analisando o contexto educacional, chega-se à conclusão de que há uma necessidade de se construir uma relação entre escola e família, seja para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que o educando/filho tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na instituição de ensino.”

Anna Cecília Vilaça,

Pedagoga e Mãe

“Ele tinha apenas 1 ano e 2 meses, mas optamos  em colocá-lo na escola. O momento mais difícil foi a escolha. Entramos em toda escolinha que encontrávamos. Grandes, pequenas, famosas, sem nenhuma referência, mas eu sabia que tinha que olhar todas, era a minha obrigação fazer isso. Para mim, não precisa ser a mais bonita, nem a maior. Tinha que ser a melhor para o meu filho. Mas qual seria a melhor?

Na época, eu era recém-formada em Pedagogia (com Habilitação em Educação Infantil), então entrava em cada escola querendo colocar em prática os meus novos conhecimentos. E não foi fácil. Muitas “escolas” só queriam me vender a estrutura, realmente conheci belos prédios, com quadras esportivas, piscinas, parques, mas eu não conseguia identificar nesses espaços o dom de educar.

Após muitas visitas, conheci o lugar ideal para o meu menino. Um escola pequena, com um metodologia construtivista. Lá, meu filho realmente foi acolhido de uma forma especial. A educadora me mostrou tudo o que eu queria ver: os pequeninos sendo estimulados de maneira lúdica, através de música, teatro, jogos e brincadeiras. Tudo baseado em fundamentos pedagógicos.

Local escolhido, logo viria a segunda etapa: a adaptação. Certo que essa é uma questão muita mais nossa (dos pais), mas ambos (pais e filhos) preciam estar preparados. Conversei muito com ele, sei que fiz a coisa certa. A cada ligação que fazia para a escola, ficava feliz por saber que ele estava bem, participando de todas as atividades. E foi assim que se passaram os primeiros cinco anos do meu educando…agora chegou a hora de trocar de escola, mas essa, já é uma outra história…”

 

3 Comments

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  1. A perspectiva pragmática de um administrador. O olhar profissional de quem vivencia a questão da educação. E um depoimento de uma mãe. Amei essa seleção! Mas, continuo sustentando meu posicionamento contra a meritocracia….

  2. Estou fazendo um trabalho sobre Fundamentos Sociólogicos da Educação e o tema é esse “Os diferentes olhares sobre a educação.” Será que você poderia dar uma ajuda?

    • Olá Lu, indico que vc leia na coluna Especiais deste blog a série especial sobre Educação. Escrevi o post Salvem o Professor! Nele há uma crítica de Mário Vargas Llosa a Focault acerca da quebra da hierarquia e o consequente prejuízo ao professor e ao ensino. Esses dois autores podem lhe dar fundamentos para seu trabalho.
      Indico ainda a obra de Gustavo Ioschpe, “O Que o Brasil Quer Ser Quando Crescer”, que reúne seus artigos publicados na revista Veja. Lá vc encontrará estatísticas e os problemas que o país enfrenta na educação.
      Desejamos sucesso!

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