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O preconceito anda démodé…

Nós conhecemos duas pessoas que se apaixonaram durante as aulas de teatro de uma pequena escola europeia.

A mais velha era professora, tinha três filhos, um outro relacionamento.
A mais era nova era aluna, não tinha nada, exceto uma história de vida por escrever.

Passados 15 anos, elas se casaram. Casaram mesmo que confrontadas por duas décadas e meia de diferença de idade. Casaram mesmo com o estranhamento de suas famílias e o julgamento da sociedade.

Casaram e viram seu casamento ser mundialmente conhecido porque ele – a parte jovem, o adolescente obstinado – virou, há poucos dias, presidente da França.

O mais jovem líder da história francesa no pós-guerra, vale dizer (afinal, idades e números interessam e atormentam pessoas).

Aos 39 anos, o centrista Emmanuel Macron vai suceder o socialista François Hollande e assumir o desafio de reformar a economia do país ( além de reforçar a UE). Para muito além dos seus olhos claros, ele é visto pela crítica política como um administrador fora da curva, com futuro promissor.

Macron é ex-banqueiro, ex-ministro da economia. Mas nenhum ponto do seu currículo foi mais comentado que sua pretensa história de amor.

“Novo presidente da França. Velha primeira-dama”.

A piada é pronta, a conta é afronta. Difícil acreditar que Macron tem 24 anos a menos que sua Brigitte Trogneux. O casal – cuja diferença de idade é exatamente igual a de Donald e Melania Trump, atuais donos da Casa Branca – desafia os preconceitos prontos, as desconfianças instantâneas e os julgamentos embalados a vácuo que estamos acostumados a ter.

Que o mundo aprenda o bom francês. L’intolérance est démodé.

 

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