in

Novela: A Força do Querer traz novamente o brilho ao horário das 21h com um trabalho na medida certa

Não apenas eu, mas inúmeros outros brasileiros estavam sentindo falta de uma novela das 21h que nos despertasse o real interesse em parar e acompanhar as histórias ali apresentadas. Talvez, as últimas grandes produções a conseguirem esse feito tenha sido ‘Avenida Brasil’ e ‘Império’, títulos que realmente reuniram os brasileiros, ao invés de dispersá-los frente à telinha. O que elas têm em comum com a atual história escrita por Glória Perez? Bem, a mescla bem equilibrada entre o humor e o drama, realismo e fantasia, tudo na medida certa.

Carminha, uma das vilãs mais icônicas da televisão, era esposa de Tufão, uma espécie de mito do futebol brasileiro e rei do Divino. Ela era um misto de graça e maldade. Seus excessos emergentes, assim como o de todos da “família Tufão” a tornavam cômica, ao mesmo tempo em que não ser aceita pelo filho “adotivo” que na verdade era biológico e talvez o único ser a quem  realmente tenha amado de verdade, sutilmente exposto, emocionava.

 

Os ricos da zona sul e suas excentricidades. Cadinho dividido com seus três amores, no fim, casa-se com as três.

Rita foi uma das crianças abandonadas no lixão. Teve um caminho diferente que a tirou da miséria, apesar do amor que recebia da mãe Lucinda (Vera Holtz). Foi adotada, mudou-se para o exterior, mas resolveu voltar e vingar-se, fruto da mágoa que nunca a deixou.

Em Avenida, tínhamos o núcleo do Divino sempre com tiradas hilárias, as loucurinhas dos endinheirados da zona sul, assim como as agruras do abandono e da vingança. Em Império, tínhamos o comendador que conquistou a todos com suas expressões hilárias, mas também fomos apresentados às  consequências a que a ambição e a rejeição podem levar o ser humano.

O comendador era mestre em frases, expressões e trejeitos que nos arrancavam risadas.

 

Seu filho sentia-se compelido muitas vezes e, talvez, rejeitado, o que o levou a virar-se contra o pai, num duelo final inesquecível.

 

Na atual trama das 21h, temos uma Ritinha (Isis Valverde) que num fantasioso enredo onde é dito ser ela filha do boto, é apaixonada por água, de modo que para cima e para baixo está com sua cauda, sempre risonha, leve e engraçada. O seu vocabulário e o da sua mãe são um show à parte, a não menos cômica e sem noção Ednalva (Zezé Polessa).

 

Ritinha
Ednalva

 

A comédia continua em A Força do Querer pelas mãos da viciada em jogos Silvana (Lília Cabral), mas com um fundo de drama, afinal, o vício é sério e já tem trazido consequências catastróficas para a personagem. A pegada mais pesada continua pelo conflito de gênero vivido por Ivana (Carol Duarte) com sequências emocionantes e também diálogos engraçados com sua prima; assim como pelo relacionamento de Bibi (Juliana Paes) e Rubinho (Emílio Dantas), que apesar de momentos leves, em breve, já sabemos, vai virar caso de polícia.

.

Silvana
Ivana
Bibi e Rubinho

.

Drama e descontração em núcleos distintos, mas numa mesma história ou ambas características em um mesmo personagem, se bem escritos e interpretados pelos atores certos, é uma junção que dá muito certo, pois ela desperta emoções, cativa e prende o público, que se envolve, seja rindo, refletindo ou chorando. A naturalidade e o não exagero em entrar com força penas em uma ou outra vertente dá certo, de modo que o público vai acarinhando os personagens e aceitando cada vez mais a história.

Imagens: Reprodução

Siga o OF no Twitter e no Instagram e curta a nossa página no Facebook 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Workshop ensina a colocar as finanças em dia

Boina é ótima alternativa para completar seu visual de inverno