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Mudar de atitude diante do mundo é como preparar a alma para correr uma maratona

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Você decide perder peso. Revê sua postura diante dos alimentos. Reorganiza seus horários de alimentação, muda sua lista de compras, sua quantidade de açúcar ingerido e sua rotina de exercícios físicos. Se precisar, compra um caderninho para anotar quantas vezes bebeu água ao longo do dia. Se controla, se compreende e se policia. Seu corpo começa a reponder e você volta a orientar seu corpo, numa espécie de cadeia positiva.

Não existe outra palavra que defina essa mudança: ATITUDE. Com sobrenome “disciplina”. É o mesmo preparo que conduz aquele corredor decidido a participar de uma maratona. A mesma dedicação encontrada por alguém que escolhe aprender a tocar um instrumento ou a falar um novo idioma. É a mesma entrega pragmática que uma pessoa decide ter quando faz planos, mudanças, viagens. Quando guarda dinheiro, aprende a dirigir ou entra numa faculdade.

A gente ensaia nossos objetivos, projeta o EU que queremos ser. Assumimos nova atitude diante do mundo e colhemos os resultados dessa aposta. Somos a pessoa que estuda inglês. Com algum tempo de estudo e esforço, seremos a pessoa que fala inglês. Somos a pessoa que trabalha para ter dez quilos a menos. Com algum tempo de foco, seremos a pessoa dez quilos mais magra. Somos a pessoa que corre todos os dias até ser capaz de correr uma maratona. Com muitos dias de corrida e outros de suor, seremos a pessoa que corre uma maratona e quer poder correr mais. Somos, afinal, aquele feedback positivo de nós mesmos.

Somos uma máquina de fazer coisas acontecerem, com um poder gigante de entrega e transformação. Mas temos um enorme defeito: essa dificuldade tremenda de mudar, focar, fortalecer, encorajar ou melhorar o que está dentro da gente mesmo. Esse exercício de fora pra dentro, que trabalha o intangível é, de todos, o mais difícil. Não tratamos nossa alma como um campo vasto de objetivos. Não criamos linhas de chegada invisíveis para o nosso espírito. Não mudamos de atitude ou projetamos nossos EUs almejados como se isso fosse um negócio pragmático, com indispensável exercício.

Para o ciúme que atrapalha o casamento, a ansiedade que atrapalha as finanças, a rispidez que atrapalha as relações, o orgulho que magoa, a impaciência que contamina… É mais fácil pensar “esse é meu jeito”.

Quase nunca nos damos ao trabalho de ensaiar quem gostaríamos de ser… Como quem se prepara para um número de dança e repete cada passo antes da coreografia fluir verdadeira e meio orgânica. Quase nunca arriscamos projetar as atitudes da pessoa segura que gostaríamos de mostrar aos outros, a gentileza que gostaríamos de ter espontaneamente, a maturidade que gostaríamos de conquistar e praticar nos nossos círculos de convivência. Quase nunca damos ao mundo a atitude que gostaríamos de, naturalmente, ter. Quase nunca conduzimos o espetáculo da nossa vida… Vivemos desperdiçando todas as nuances poderosas que essa função nos traz.

É como a história da pessoa que tinha medo de dirigir até entrar no carro com a atitude de quem ama a direção. Do jeito de pegar na chave à postura no banco. Do ensaiado jeito seguro de ligar o carro à ensaiada espontaneidade de quem ouve música no trânsito. Um mês de reprogramação, ensaio, projeção. Um mês sendo quem ela gostaria de ser. Um mês com a postura que ela admirava nos outros. Até que ela não sabia mais quem era o eu e quem era o eu treinado.

Pois bem. Quem eu quero ser hoje? Uma pessoa agradável. Com posicionamentos seguros, cujo humor não é definido por terceiros. Uma pessoa proativa, positiva, com boa autoestima. Aquela pessoa que eu admiraria. Quero ser o melhor personagem de mim mesmo. Mesmo que esteja com medo. Mesmo que esteja com raiva. Mesmo que não tenha nada. Vou ensaiar a cabeça, o corpo e a alma. Todos os dias, até ser de fato aquilo que projetei ser. Depois, admirar quem tenho sido, depois, me transformar, de fato, naquilo. Uma retroalimentação de atitude e energia capaz de nos reprogramar com um arrebatador poder.

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