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Montreal: a terra dos prazeres gastronômicos

Imagens: Reprodução

*Dessa vez o atraso da publicação foi por conta da busca de fotos das nossas comilanças em Montreal, mas infelizmente não encontrei os registros esperados!

Difícil ser objetiva quando o assunto é Montreal, principalmente tendo a gastronomia como foco. Lembro bem de como passava mal com as delícias daquele lugar. No fim da minha temporada canadense, ganhei de presente seis quilos a mais na balança. Fora os quitutes caseiros, andar pelas ruas da cidade é um convite para se comer fora. São cafés, restaurantes, bistrôs e bares colados uns nos outros pelas esquinas québécois.

Mas antes de falar sobre as guloseimas daquela terra maravilhosa, tenho que contar a vocês, que Ana Karla também me conquistou pela boca. Sim, é exatamente isso. Como a minha host não permitia que as suas intercambistas preparassem o próprio almoço, sempre que abria a marmita sentia falta de coisas gostosas. Na cabeça dela, eu deveria ser um coelho, porque ela só me oferecia legumes inteiros para comer no intervalo.

Imagina, fazer uma refeição assim, na frente de todo mundo!?! Rsrsrs! O tempo de intervalo também não me ajudava, era curto, o que impedia que eu saísse em busca de melhores opções. Até que Ana percebeu que eu vivia um dilema alimentar e tratou de resolver o problema: ela passou a dobrar a quantidade do seu lanche diariamente para que a refeição enchesse duas barrigas: a dela e a minha!

Diga-se de passagem, que a host de Ana, Darlene, foi uma das melhores pessoas que conhecemos por lá. Ela, diferente da minha, não restringia a quantidade e o tipo de comida escolhidos por Ana e foi se transformando aos poucos na nossa referência em Montreal. Um tempo após a volta de Ana ao Brasil, eu me mudei para o bairro de Jolicouer e também tive o prazer de ser acolhida por essa querida mulher.

Mas voltando às comilanças típicas de lá, destaco o Poutine (um prato de batata frita com queijo e molho barbecue por cima, que ainda pode receber alguns ingredientes ao gosto do cliente ) como a número 1 das tentações. É mega calórico, mas é impossível tomar um pichet em qualquer boteco e não pedir um de acompanhamento. Aliás, esse é um prato perfeito: sacia a fome e tem um ótimo custo-benefício.

Mas apesar da gastronomia de Montreal ter ares cosmopolitas, ela sofre forte influência dos sabores da França. Porém, tanto a cozinha rápida, quanto as culinárias internacionais e sofisticadas são predominantes por lá. A cidade ainda é conhecida pela fartura de frango e pelo famoso sanduíche de boeuf fume. Os crepes e os cremes de cebola também são muito consumidos na região. Sem falar na grande diversidade de doces encontrada nas delicatessens e em mercados a céu aberto. É de pirar!

Não seria má ideia montar um roteiro gastronômico de Montreal, mas admito a dificuldade da missão, já que as milhares de opções deixam qualquer um confuso na hora de decidir onde e o quê degustar?

Os sabores de Montreal até hoje me dão água na boca, e uma saudade boa da maneira farta e descontraída que as pessoas aproveitam as suas refeições. E se você pensa que isso significa preços altos, engana-se redondamente.  Por lá, o ato de comer bem em nada está associado a restaurantes chiques e alguma espécie de formalidade. A cidade é um paraíso de guloseimas, de levar todos os tipos de comensais ao Pecado da Gula.

*Na semana que vem, não perca o último post da série Montreal: o início de tudo!

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