in

Gente que é ninho e passarinho

Tem gente que canta, e dança, e alegria com a mesma verdade de quem acolhe o choro do outro.

Tem gente que inspira cuidado, se perde na chuva e disfarça a gota de lágrima que escorre no cantinho do olho.

A mesma gente que voa alto, desbrava o céu, os muros, os sonhos, as distâncias e a incerteza do mundo. Gente que é festa, tanto quanto é refúgio. Gente que é desapego, tanto quanto é tesouro.

Tem gente que é proteção, muro, casco, alojamento. Gente que é colo, mas também é peito de sentimento.

Tem gente que disfarça as asas na dimensão do abraço. Gente que tem pena, e alimenta o outro de generosidade aos pedaços.

Tem gente que tece fibra e vira destino de amor. Tem gente que é um ave de sua própria dor.

Gente segue, gente cresce, mas não sofre. Gente ama, gente perde, mas não demove. Ama, Ana, gente, comove.

Essa gente que sustenta o outro de sua energia e afeto. Essa gente que faz distância virar um país mais perto. Gente delicada tanto quanto é fortaleza. Gente de muitos amigos, de muitos laços, de muitos voos, de muitas casas, de poucas fronteiras.

Tem gente que não é gente. Que é ninho e passarinho. Que é partida e presente. Gente que é raiz de gente e liberdade de mundo por onde for.

A partir de hoje, nossa publisher, Ana Karla Gomes, começa uma história em outra terra, leva seu brilho e os caminhos do OF para outro continente. Coloca novo idioma na sua verdade e nos inspira com um brilho que atravessará oceanos e algumas saudades. Mas com o pé no Canadá e o coração aqui, continuará sendo nosso norte. Nossa bússola de trabalho incansável e amor.

Receba toda nossa torcida e boas energias no começo dessa nova experiência, Ana. Mudar de ares e encarar projetos e desafios grandiosos requer coragem. Dessas coragens que servem de exemplo e fonte pra todo bom observador.

Beijos, equipe OF.

ana

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Suzana Pires para o OF: ‘A competição entre as mulheres é um DNA histórico e isso tem que acabar’

A crise dos “terríveis dois anos”