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A Força do Querer: novela prende o telespectador frente a trama bem construida e com relevância

Desde o término de Império, novela assinada por Aguinaldo Silva, nenhuma outra trama tinha me prendido por uma razão que não fosse a técnico/profissional. Mas, eis que estreou “A Força do Querer”. Como sempre, eu estava a postos para o primeiro capítulo e ao passar dos blocos eu só ia sentindo cada vez mais empatia por aquela trama equilibrada, história ágil e interpretações muito bem colocadas.

O trabalho de Glória Perez exerce uma força no horário das 21h e nos consegue manter fixos diante da telinha não por um “cumprimento de tabela”, mas faz despertar aquele famoso e antigo “vamos embora que a novela começa já já” que muito falávamos quando não estávamos na frente da televisão para assistir.

Glória Perez
Glória Perez
Ritinha (Isis Valverde)  e Edinalva (Zezé Polessa)
Ritinha (Isis Valverde) e Edinalva (Zezé Polessa)

A responsabilidade está nos pontos altos, resultado da obra que a Glória tece diariamente, levada ao ar com a boa direção do Rogério Gomes (Papinha), equipe e atores nitidamente comprometidos. Podemos elencar como destaques nestas primeiras semanas de exibição a dobradinha entre Zezé Polessa e Isis Valverde, mãe e filha respectivamente pela segunda vez em uma novela global. A troca ali é perfeita e nos extrai boas risadas.

O drama de Ivana, personagem trans da novela emociona e impressiona. O tema é levado com delicadeza e oferece reflexão sobre o assunto. Os embates entre ela e a mãe Joyce são sempre interessantes, onde Ivana se apresenta perdida e com a sutileza necessária diante a tirania da mãe vaidosa. A liga aí também está perfeita.

Ivana

Ivana ( Carol Duarte ) e Joyce ( Maria Fernanda Cândido )
Ivana ( Carol Duarte ) e Joyce ( Maria Fernanda Cândido )
Silvana (Lilia Cabral)
Silvana (Lilia Cabral)

A compulsiva Silvana (Lilian Cabral), que esconde um vício terrível – o do jogo – é a representação clara do quanto a autora gosta de levar temas relevantes para a telinha, de uma forma sensível, dinâmica e esclarecedora, que rendem bons momentos para a história. No caso de Silvana, ainda nos fazem rir, porque as situações e a forma como ela leva a situação chega por vezes a ser cômicas, porém, sabemos que o assunto de engraçado não tem nada, de modo que também é possível observar a densidade nas entrelinhas. Muito bom.

Imagens: Reprodução/Gshow

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