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A Princesa e o Plebeu

Imagens: Reprodução

O primeiro post da Em Cena de junho poderia vir com um lançamento, mas preferi um clássico bem romântico para abrir a coluna no mês dos namorados.

A Princesa e o Plebeu.

O nome do filme já diz tudo. E é com um enredo encantador que a direção de William Wyler faz a gente se apaixonar por um dos casais mais inusitados do Cinema.

Roma, 1953. Ann (Audrey Hepburn) é uma princesa entediada pela sua agenda interminável de compromissos e está na Itália para cumprir mais um dos seus deveres reais quando decide sair às ruas da cidade em busca de ar puro. É exatamente uma fuga noturna.

Mas nem passa pela cabeça da mocinha que nesse momento de ‘rebeldia’,  ela vai esbarrar com Joe Bradley (Gregory Peck , um jornalista interesseiro que faz de tudo por um furo de reportagem.

Quando Joe se dá conta que a maior das notícias passou a noite em sua casa, ele cria um plano mirabolante com o seu amigo Irving Radovich (Eddie Albert) para tirar dinheiro da redação com a situação privilegiada. Ann, com uma sincera ingenuidade, acredita que eles desconhecem a sua verdadeira identidade e se passa por uma estudante de internato para tentar viver simples prazeres da vida como tomar um sorvete ou café na rua ou dançar à noite em uma festa.

Ambos escondem quem realmente são e o óbvio acontece: eles se apaixonam. Mas o que poderia ser apenas mais uma paixão cinematográfica, se transforma em um dos casais mais carismáticos da história das telonas.

A lindíssima trilha sonora e a fotografia em P&B somam participação no sucesso dessa obra estadunidense que consagrou a atriz, em sua primeira protagonista, como uma das maiores estrelas do mundo. Com os trejeitos delicados da princesa, Audrey levou o Oscar de melhor atriz e colecionou fãs por todas as partes.

Gregory Peck também traz uma interpretação fantástica e com suas expressões honestas, faz com que seja praticamente impossível detestá-lo por tentar tirar vantagem da princesa.

O roteiro não traz grandes novidades, mas se apresenta com perfeição nos quesitos diversão e naturalidade, sem esquecer de uma boa carga dramática.

 A Princesa e o Plebeu passa rápido no relógio porque faz a gente acreditar que o improvável pode, sim, ser possível. Um filmaço que ocupa fácil a lista dos preferidos de qualquer amante do gênero.

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