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  • Agenda OF

    Não basta ser linda. A agenda OF 2017 tem uma capa de tecido texturizado e não faz feio em nehuma reunião de trabalho.

  • As crianças são amarradas ao papel de gênero no início da adolescência, diz estudo

    Estudo global revela que as meninas são consideradas vulneráveis ​​e protegidas, enquanto os meninos estão livres para vagar e explorar, com consequências ao longo da vida.

    Em todos os países, as jovens falaram que existe uma ênfase constante na aparência física e foram ensinadas que seus corpos eram o principal trunfo. Fotografia: Phil Boorman / Getty Images / Cultura RF

    Em todo o mundo, de Pequim a Baltimore, as crianças são amarradas ao papel de gênero no início da adolescência, com o mundo expandindo para meninos e fechando para meninas, de acordo com novas pesquisas.

    O estudo Global Early Adolescent abre novas bases ao falar com crianças e seus pais em 15 países ao redor do mundo e encontrar uma história notavelmente similar. As meninas que se aproximam da adolescência são consideradas vulneráveis ​​e protegidas, enquanto os meninos estão livres para vagar e explorar. Isso tem conseqüências para seu comportamento e expectativas ao longo de sua vida.

    “Encontramos crianças em uma idade muito precoce — das sociedades mais conservadoras para as mais liberais — internalizando rapidamente este mito de que as meninas são vulneráveis ​​e os meninos são fortes e independentes”, disse Robert Blum, diretor do estudo Global Early Adolescent, com sede em Universidade Johns Hopkins. “E esta mensagem está sendo constantemente reforçada em quase todos os ciclos, por irmãos, colegas de classe, professores, pais, responsáveis, parentes, clérigos e treinadores”.

    Ao longo de quatro anos, os pesquisadores conversaram com 450 crianças de 10 a 14 anos com os pais ou responsável, de famílias de baixa renda na Bolívia, Bélgica, Burkina Faso, China, República Democrática do Congo, Equador, Egito, Índia, Quênia, Malawi , Nigéria, Escócia, África do Sul, Estados Unidos e Vietnã para a pesquisa produzida com a Organização Mundial da Saúde.

    Os pesquisadores descobriram que as restrições baseadas em gênero racionalizadas como garotas “protetoras” tornaram-nas mais vulneráveis, enfatizando a subserviência e sancionando implicitamente até o abuso físico como punição por violar as normas. Eles dizem que, em muitas partes do mundo, esses estereótipos deixam as meninas com maior risco de sair da escola ou sofrerem violência física e sexual, casamento infantil , gravidez precoce, HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis.

    Meninos, tanto em Nova Délhi quanto em Xangai, por exemplo, falaram sobre ser encorajados a passar um tempo fora da casa para exploração sem supervisão de seu ambiente, enquanto as meninas disseram que lhes foi dito para ficar em casa e fazer tarefas. As brincadeiras e os espancamentos para quem buscou atravessar essa divisão foram relatados por meninas e meninos em ambas as cidades.

    Alguns pais aceitaram que os meninos nem sempre eram fortes e independentes. Mas, diz o relatório, “mesmo em sites onde os pais reconheceram a vulnerabilidade de seus filhos, eles se concentram em proteger suas filhas”.

    Muito sobre isso é sobre a sexualidade das meninas. “Em todo o mundo, os meninos púberes são vistos como predadores e meninas como potenciais alvos e vítimas. Mensagens como “não se sentem assim, não usem isso, não falem com ele, os meninos vão arruinar o seu futuro” apoiam a divisão de gênero do poder … Em alguns lugares, as meninas internalizam essas normas até mesmo em maior medida do que meninos “, diz um dos trabalhos do estudo publicado em um suplemento especial do Journal of Adolescent Health.

    A mobilidade das meninas é restrita. “Uma garota não pode sair como deseja, porque ela é uma garota e se uma garota chegasse em casa tarde, seus pais gritam com ela, mas está certo para um cara”, disse uma garota em Assuit, no Egito.

    Tanto as meninas como os meninos ficaram entristecidos por não terem permitido o seu fácil relacionamento com o sexo oposto. “Eles jogaram juntos quando crianças e eram amigos, mas agora com a puberdade, essas amizades já não são legítimas”, diz o relatório.

    Mesmo em partes mais ricas do mundo, as normas de gênero ainda eram evidentes. Edimburgo na Escócia era a única cidade onde meninos e meninas não achavam que o menino sempre deveria tomar a iniciativa em um relacionamento. Em todos os países, as jovens falavam de uma ênfase constante na aparência física e foram ensinas que seus corpos eram o principal trunfo.

    “Em Nova Deli, as meninas falaram sobre seus corpos como um grande risco que precisa ser encoberto, enquanto nas meninas de Baltimore nos contaram que seu principal recurso era seu corpo e que eles precisam parecer atraentes — mas não muito atraentes”, disse Kristin Mmari, professor associado e pesquisador principal do estudo para a pesquisa qualitativa.

    Os meninos não são ilesos, diz o relatório. Por causa dessas normas de gênero, “eles se envolvem e são vítimas de violência física em muito maior extensão do que as meninas; eles morrem mais freqüentemente por lesões involuntárias, são mais propensos a abuso de substâncias e ao suicídio ; E, como adultos, a expectativa de vida é menor do que a das mulheres. Essas diferenças são socialmente e não biologicamente determinadas .

    Um papel comparou as atitudes dos jovens na China, na Índia, na Bélgica e nos Estados Unidos. Era mais aceitável para as meninas ir contra o limite de gênero do que era para meninos.

    Em todos os quatro países, pareceu ser cada vez mais aceitável que as meninas se envolvam em certos comportamentos estereotipicamente masculinos, como usar calças, praticar esportes e perseguir carreiras. Mas “os meninos que desafiam as normas de gênero usando vestidos ou comportamento foram por muitos entrevistados vistos como socialmente inferiores”, disseram os pesquisadores. Ambos, garotos e meninas, disseram que as conseqüências para os meninos que foram percebidos como adotando o comportamento feminino, como pintar as unhas, variaram desde serem intimidados e provocados até serem agredidos fisicamente.

    Os autores dizem que as intervenções para mudar os estereótipos de gênero precisam acontecer em uma idade muito mais precoce. Até 10 anos de idade, pode ser muito tarde. “Os riscos para a saúde dos adolescentes são moldados por comportamentos enraizados em papéis de gênero que podem ser bem estabelecidos em crianças no momento em que têm 10 ou 11 anos”, disse Mmari.

    “No entanto, vemos bilhões de dólares em todo o mundo investidos em programas de saúde para adolescentes que chegam até os 15 anos, e até então provavelmente é tarde demais para fazer uma grande diferença”.

    *Texto originalmente escrito por Sarah Boseley, para o The Guardian, e traduzido por Fernanda Aguiar

  • Seu feminismo chega à sua mãe?

    Vamos supor que você conheça o feminismo há um ou dois anos. Você leu algumas coisas, começou a se identificar, começou a reconhecer suas opressões. Você ficou com raiva. Você ficou com vergonha. Você continuou lendo e descobriu que essas coisas que te afetam também afetam outras mulheres diferentes de você. Você descobriu que algumas mulheres experimentam essa opressão de forma diferente de você. Você foi ler sobre como a mulher negra vivencia uma simbiose de machismo e racismo. Você ficou brava quando descobriu a fetichização pela qual as lésbicas e as bissexuais passam. Você começou a adquirir consciência de classe ao constatar que a mulher pobre é oprimida não só pelo machismo, mas por sua condição de classe.

    Nesse processo, você talvez tenha conhecido muita gente. Muitas mulheres, a maioria jovens, da sua idade. Deve ter curtido muitas páginas no facebook, e compartilhado muitas imagens provocativas e textões. Deve ter começado a bufar e a revirar os olhos ao ver algo machista na televisão, em casa. Talvez tenha até começado a rever como o machismo esteve presente nas suas próprias relações afetivo-sexuais, tanto homo quanto heterossexuais (porque, sim, o machismo também afeta relações lésbicas).

    Enquanto você passava por tudo isso, onde estava sua mãe*?

    Enquanto você lia sobre relacionamentos abusivos e sobre a necessidade de autonomia da mulher frente ao homem, para que ela se concretize e transcenda enquanto ser humano, você olhou pra relação dela com seu pai, seu padrasto ou com o namorado dela?

    Enquanto você lia sobre a dupla/tripla jornada de trabalho da mulher — a quem são delegadas as responsabilidades de cuidar da casa, cuidar das crianças e trabalhar fora — quem lavava sua roupa?

    Enquanto você se conscientizava sobre a necessidade de acabar com a rivalidade feminina e de enxergarmos umas às outras como seres humanos completos, sobre como o patriarcado nos impõe uma ideia de “mulher” como ser traidor e egoísta, sobre como as relações entre mulheres são tidas como frágeis e superficiais, você refletiu sobre sua relação com sua mãe?

    Enquanto você lia sobre socialização, sobre a imposição de estereótipos sexuais logo na infância, sobre a diferença de criação entre meninos e meninas e refletia sobre sua própria criação, qual papel você atribuiu à sua mãe nesse processo? Qual grau de culpa você lhe impôs?

    Você tem uma visão de como foi sua criação. Talvez você já tenha perguntado pra sua mãe como foi a gravidez dela (se foi planejada ou não), como foi a reação do seu pai biológico, como foi a reação da família, se ela queria ou não engravidar. Talvez você tenha perguntado como foi o início da maternidade e como ela lidou com você, criaturinha recém-nascida, toda frágil e dependente. Será que ela teve depressão pós-parto? Como foi a cobrança da família em relação à forma como você seria criada? E seu pai, onde entrou nessa história toda?

    Você tem uma visão de como foi sua criação, e talvez tenha muitas críticas a ela. Não seria incomum se tivesse; uma vez que somos podadas, de fato, desde a infância. O quanto de culpa você coloca sobre sua mãe? Você considera outros fatores — como a escola, o restante da família, a religião, etc — ou coloca a culpa de todos os seus traumas de infância na sua mãe?

    Você vê sua mãe só como mãe ou você a enxerga também como um indivíduo? Um indivíduo que tem vontades próprias, sonhos próprios, traumas próprios, dificuldades próprias, gostos próprios, história própria? Ou você a enxerga como uma extensão de você, anterior a você, cuja identidade e subjetividade se resumem a isso — a ser sua mãe?

    Eu não estou aqui dizendo que mães são seres imaculados que não erram — ou, então, que não podemos culpá-las, porque tudo de errado que fizeram foi por conta da socialização, da pressão do patriarcado ou porque queriam nos proteger de alguma forma. Não.

    Estou tentando aqui dizer que são seres humanos. Falíveis, errados, às vezes irresponsáveis, às vezes imaturos. E a gente não aceita essas características em uma mãe. E isso faz parte da misoginia, do patriarcado — colocar a culpa de tudo nas mulheres, e, sobretudo, nas mães.

    Relacionamentos familiares podem, sim, ser abusivos, e a relação de mãe-filha é complicadíssima tanto em termos sociais quanto psicológicos, então não vou nem entrar nesse mérito (nem quero). Não quero aqui menosprezar o sofrimento de ninguém nem duvidar de erros cometidos. A intenção é:

    Fazer o exercício de devolver às nossas mães a humanidade que se perdeu delas no momento em que engravidaram de nós.

    Nem que seja pra reconhecer seus erros: que sejam erros de humanas, e não de “mães” (porque isso dá uma carga extremamente negativa).

    A revolução começa, primeiro, dentro de nós mesmas. Mas se ela não alcança a forma como enxergamos nossas mães — os primeiros modelos de mulheres a que fomos expostas — ficaremos presas dentro de um ciclo vicioso de oferecer empatia a apenas algumas mulheres.

    * entenda, para a maior parte do texto, por “mãe” como aquela mulher que te criou (não necessariamente a mãe biológica).

    Texto originalmente publicado por Furiosa, na Revista Militância Materna

  • ONG feminista organiza bazar em prol de meninas em situação de vulnerabilidade

    (Foto: Facebook/Divulgação)

    “Quer melhorar o mundo? Eduque as meninas” – Justin Reeves

    A partir da necessidade de empoderar mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica que não possuem acesso direto ao feminismo (apesar de serem as que mais sofrem com a desigualdade de gênero), um grupo de amigas que se conheceu na Universidade criou o Projeto Por Vós, que completa dois anos no final de 2017. “Acreditamos que democratizar o acesso aos ideais feministas, como sororidade e autoestima, é de fundamental importância para uma melhoria significativa na qualidade de vida destas mulheres”, define a ONG.

    Nos dias 10 e 11 de outubro, o Por Vós realiza um bazar com roupas, calçados, livros e outros itens com preços a partir de R$2, para arrecadar fundos que viabilizem as ações do projeto. A ONG leva lições sobre empoderamento feminino, igualdade de gênero, raça e valorização da autoestima para as meninas do Lar Batista Elizabeth Mein (conhecido como LarBem), na Zona Oeste do Recife. O lar é apenas para meninas até 18 anos, que sofreram violências físicas ou psicológicas.

    Maria Luiza Barroso, uma das primeiras integrantes do projeto, foi quem sugeriu o LarBem como ponto de partida para a missão do Por Vós. “Já havia visitado o lar em outros projetos e sabia que aquelas meninas tinham demandas grandes”, lembra a estudante.

    Elas encontraram no LarBem uma forma de trabalhar com feminismo para além das pessoas que já tem contato com ele nas redes sociais e na universidade. “Queríamos que esses princípios fossem para lugares em que o feminismo não está chegando”, afirma Camila Miranda, outra voluntária da ONG.

    Para Maria Luiza, a maior dificuldade do Por Vós como ONG é a captação de recursos. “É complicado se manter independente, fazer as pessoas ajudarem sempre. Temos muitas ideias, mas poucas mãos”.

    (Foto: Facebook/Divulgação)

    Para solucionar essa questão, as meninas resolveram inovar em suas ações: se inscreveram em editais para captar recursos, vendem bottons e prints personalizados para arrecadar dinheiro e organizam bazares periodicamente. Também criaram um grupo de estudos feministas aberto ao público, onde se familiarizam com a base teórica daquilo que querem passar, e criaram uma frente de oficinas. “Nem sempre sabemos fazer algo, mas outras mulheres sabem, e elas podem acrescentar isso à vida das meninas e ao nosso trabalho”, diz Taynah Soares, outra idealizadora.

    Para essas oficinas, elas convidam mulheres que saibam ensinar algo para passar um dia no lar, como aconteceu, por exemplo, uma oficina de alfaia e uma de pizzas veganas. Elas também estão se aproximando de outras mulheres que possam somar ao projeto com suas vivências, promovendo eventos como cinedebates e participações em congressos feministas. Assim, elas vão expandindo o projeto para além do LarBem.

    “Para pensar e refletir sobre o que fazemos é importante estudarmos também a parte teórica do feminismo. E abrimos o grupo para que mais gente possa também estudar e fazer o feminismo dialogar com a realidade”, lembra Taynah. “O que a gente sabe não pode ficar guardado só pra gente. Informações que parecem muito simples pra gente, como autoestima e apoio entre outras mulheres, as meninas do LarBem não sabem. Queremos que elas saibam que por serem mulheres não são menores ou secundárias”, acrescentou.

    Você pode acompanhar as ações do LarBem na página da ONG no Facebook.

    SERVIÇO

    4º Bazar do Por Vós

    Local: Faculdade de Ciências da Administração de Pernambuco – FCAP/UPE – Av. Abdias de Carvalho, na Madalena, Recife

    Data: 10 e 11 de outubro

    Hora: das 12h às 17h

  • Bolsa concede 8 mil libras para mulheres fotógrafas

    Estão abertas as inscrições para a primeira edição da PHM Women Photographers Grant, uma bolsa para mulheres fotógrafas concedida pela PHmuseum, plataforma online com curadoria dedicada à fotografia contemporânea. A participação é aberta a mulheres de todas as nacionalidades.

    “Nosso objetivo é capacitar o trabalho e a carreira de mulheres de todas as idades e de todos os países que trabalham em diversas áreas da fotografia. Além disso, queremos facilitar o crescimento das novas gerações e promover histórias narradas a partir de uma perspectiva feminina, respondendo à necessidade de lutar contra a discriminação de gênero dentro da indústria.”

    As inscrições podem ser feitas através do site, até 12 de outubro de 2017. A taxa de inscrição é de 25 libras (15 libras para quem se inscrever até 21 de setembro). Cada participante deve apresentar um projeto com no máximo 20 fotos. Pelo menos 4 delas devem ter sido tiradas após 1 de janeiro de 2015.

    “Espero ver obras onde a ética e a estética, igualmente importantes, se complementam e onde a autora mostra não só ter um ponto de vista único, mas também uma mente aberta capaz de contar uma história fora de estereótipos e clichês”, diz a jurada Alessia Glaviano, editora de fotografia da Vogue Italia.

    A bolsa concederá um total de 8 mil libras em dinheiro, sendo 5 mil para o primeiro lugar, 2 mil para o segundo e mil para o terceiro, mais uma projeção no Photo Vogue Festival 2017 e uma publicação na revista YET Magazine. Além disso, um projeto será selecionado para uma mostra individual no festival internacional de fotografia Organ Vida, que acontece anualmente na Croácia.

    Texto originalmente publicado no iPhoto Channel